RELAÇÃO MÃE FILHA ATRAVÉS DO FILME “VALENTE”

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Após ler as críticas fiquei curiosíssima para assistir Valente e fiz questão de ir logo à estreia. Identifiquei-me imediatamente com a personagem, pois na adolescência meus cabelos também eram rebeldes, cacheados e esvoaçantes e minhas ideias também.
Consegui a adesão de uma amiga e três meninas, comprei um saco enorme de pipoca e lá fui eu. Assistir aos filmes da Pixar, que são antecedidos por curtas maravilhosos, em si só já se constitui numa experiência interessante. Desta vez foi apresentado o curta “La Luna”, que já concorreu ao Oscar na categoria melhor curta de animação, retrata a experiência de um garotinho italiano ajudando seu pai e avô nos trabalhos da família.

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A protagonista é uma princesa escocesa que herdou do pai suas habilidades com arco e flexa, sob os olhares castradores da mãe que quer que ela seja uma princesa  educada, meiga, com trejeitos bem femininos e que num dado momento é obrigada a colocar espartilho para ir numa cerimônia em que seu marido será escolhido.

Merida se rebela e encontra ajuda num contato que teve com uma bruxa para a qual pede que sua mãe mude para que seu destino também seja modificado. No entanto, a feitiçaria transforma sua mãe num urso enorme e muita aventura advém deste fato, que apesar de alterar o destino de mãe e filha traz muitas confusões. A partir de então temos drama, ternura, ação, aventura e terror. Podemos aprender muito com o filme.

Será que isto tem algo a ver com a realidade que vivemos? Será que existem mães que projetam seus desejos nas filhas e as impõe uma vida totalmente inadequada desconsiderando o perfil da filha? E mais, desconsiderando também as intervenções do marido, que por outro lado, é muito omisso diante da imposição dos valores e regras da mãe.

Recomendo para mães, filhas, tias, avós,etc., porque é um tema lindo para reflexão. Claro que não é um tema novo, mas é trazido com tanta ternura e mostra a possibilidade de mudança de toda a família.

 

Cozinha na visão de Rubem Alves

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Qual é o lugar mais importante da sua casa? Eu acho que essa é uma boa pergunta para início de uma sessão de psicanálise. Porque quando a gente revela qual é o lugar mais importante da casa, a gente revela também o lugar preferido da alma. Nas Minas Gerais onde nasci o lugar mais importante era a cozinha. Não era o mais chique e nem o mais arrumado. Lugar chique e arrumado era a sala de visitas, com bibelôs, retratos ovais nas paredes, espelhos e tapetes no chão. Na sala de visitas as crianças se comportavam bem, era só sorrisos e todos usavam máscaras. Na cozinha era diferente: a gente era a gente mesmo, fogo, fome e alegria.

“Seria tão bom, como já foi…”, diz a Adélia. A alma mineira vive de saudade. Tenho saudade do que já foi, as velhas cozinhas de Minas, com seus fogões de lenha, cascas de laranja secas, penduradas, para acender o fogo, bule de café sobre a chapa, lenha crepitando no fogo, o cheiro bom da fumaça, rostos vermelhos. Minha alma tem saudades dessas cozinhas antigas…

Fogo de fogão de lenha é diferente de todos os demais fogos. Veja o fogo de uma vela acesa sobre uma mesa. É fogo fácil. Basta encostar um fósforo aceso no pavio da vela para que ela se acenda. Não é preciso nem arte nem ciência. Até uma criança sabe. Só precisa um cuidado: deixar fechadas as janelas para que um vento súbito não apague a chama. O fogo do fogão é outra coisa. Bachelard notou a diferença: “A vela queima só. Não precisa de auxílio.

A chama solitária tem uma personalidade onírica diferente da do fogo na lareira. O homem, diante de um fogo prolixo pode ajudar a lenha a queimar, coloca uma acha suplementar no tempo devido. O homem que sabe se aquecer mantém uma atitude de Prometeu. Daí seu orgulho de atiçador perfeito…” Fogo de lareira é igual ao fogo do fogão de lenha. Antigamente não havia lareiras em nossas casas. O que havia era o fogo do fogão de lenha que era, a um tempo, fogo de lareira e fogo de cozinhar.

As pessoas da cidade, que só conhecem a chama dos fogões a gás, ignoram a arte que está por detrás de um fogão de lenha aceso. Se os paus grossos, os paus finos e os gravetos não forem colocados de forma certa, o fogo não pega. Isso exige ciência. E depois de aceso o fogo é preciso estar atento. É preciso colocar a acha suplementar, do tamanho certo, no lugar certo. Quem acende o fogo do fogão de lenha tem de ser também um atiçador.

O fogão de lenha nos faz voltar “às residências de outrora, as residências abandonadas mas que são, em nossos devaneios, fielmente habitadas” (Bachelard). Exupèry, no tempo em que os pilotos só podiam se orientar pelos fogos dos céus e os fogos da terra, conta de sua emoção solitária no céu escuro, ao vislumbrar, no meio da escuridão da terra, pequenas luzes: em algum lugar o fogo estava aceso e pessoas se aqueciam ao seu redor.

Já se disse que o homem surgiu quando a primeira canção foi cantada. Mas eu imagino que a primeira canção foi cantada ao redor do fogo, todos juntos se aquecendo do frio e se protegendo contra as feras. Antes da canção, o fogo. Um fogo aceso é um sacramento de comunhão solitária. Solitária porque a chama que crepita no fogão desperta sonhos que são só nossos. Mas os sonhos solitários se tornam comunhão quando se aquece e come.

Nas casas de Minas a cozinha ficava no fim da casa. Ficava no fim não por ser menos importante mas para ser protegida da presença de intrusos. Cozinha era intimidade. E também para ficar mais próxima do outro lugar de sonhos, a horta-jardim. Pois os jardins ficavam atrás. Lá estavam os manacás, o jasmim do imperador, as jabuticabeiras, laranjeiras e hortaliças. Era fácil sair da cozinha para colher xuxús, quiabo, abobrinhas, salsa, cebolinha, tomatinhos vermelhos, hortelã e, nas noites frias, folhas de laranjeira para fazer chá.

Ah! Como a arquitetura seria diferente se os arquitetos conhecessem também os mistérios da alma! Se Niemeyer tivesse feito terapia, Brasília seria outra. Brasília é arquitetura de arquitetos sem alma. Se eu fosse arquiteto minhas casas seriam planejadas em torno da cozinha. Das coisas boas que encontrei nos Estados Unidos nos tempos em que lá vivi estava o jeito de fazer as casas: a sala de estar, a sala de jantar, os livros, a escrivaninha, o aparelho de som, o jardim, todos integrados num enorme espaço integrado na cozinha. Todos podiam participar do ritual de cozinhar, enquanto ouviam música e conversavam. O ato de cozinhar, assim, era parte da convivência de família e amigos, e não apenas o ato de comer. Eu acho que nosso costume de fazer cozinhas isoladas do resto da casa é uma reminiscência dos tempos em que elas eram lugar de cozinheiras negras escravas, enquanto as sinhás e sinhazinhas se dedicavam, em lugares mais limpos, a atividades próprias de dondocas como o ponto de cruz, o frivolité, o crivo, a pintura e a música. Se alguém me dissesse, arquiteto, que o seu desejo era uma cozinha funcional e prática, eu imediatamente compreenderia que nossos sonhos não combinavam, delicadamente me despediria e lhes passaria o cartão de visitas de um arquiteto sem memórias de cozinhas de Minas.

As cozinhas de fogão de lenha não resistiram ao fascínio do progresso. As donas de casa, em Minas, por medo de serem consideradas pobres, dotaram suas casas de modernas cozinhas funcionais, onde o limpíssimo e apagado fogão à gás tomou o lugar do velho fogão de lenha. As cozinhas, agora, são extensões da sala de visitas. Mas isto é só para enganar. A alma delas continua a morar nas cozinhas velhas, agora transferidas para o quintal, onde a vida é como sempre foi. Lá é tão bom, porque é como já foi.

Eu gostaria de ser muitas coisas que não tive tempo e competência para ser. A vida é curta e as artes são muitas. Gostaria de ser pianista, jardineiro, artista de ferro e vidro – talvez monge. E gostaria de ter sido um cozinheiro. Babette. Tita. Meu pai adorava cozinhar. Eu me lembro dele preparando os peixes, cuidadosamente puxando a linha que percorre o corpo dos papa-terras, curimbas, para que não ficassem com gosto de terra. E me lembro do seu rosto iluminado ao trazer para a mesa o peixe assado no forno.

Faz tempo, num espaço meu, eu gostava de reunir casais amigos uma vez por mês para cozinhar. Não os convidava para jantar. Convidava para cozinhar. A festa começava cedo, lá pelas seis da tarde. E todos se punham a trabalhar, descascando cebola, cortando tomates, preparando as carnes. Dizia Guimarães Rosa: “a coisa não está nem na partida e nem na chegada, mas na travessia.” Comer é a chegada. Passa rápido. Mas a travessia é longa. Era na travessia que estava o nosso maior prazer. A gente ia cozinhando, bebericando, beliscando petiscos, rindo, conversando. Ao final, lá pelas onze, a gente comia. Naqueles tempos o que já tinha sido voltava a ser. A gente era feliz.

Sinto-me feliz cozinhando. Não sou cozinheiro. Preparo pratos simples. Gosto de inventar. O que mais gosto de fazer são as sopas. Vaca atolada, sopa de fubá, sopa de abóbora com maracujá, sopa de beringela, sopa da mandioquinha com manga, sopa de coentro… Você já ouviu falar em sopa de coentro? É sopa de portugueses pobres, deliciosa, com muito azeite e pão torrado. A sopa desce quente e, chegando no estômago, confirma…A culinária leva a gente bem próximo das feiticeiras. Como a Babette (A festa de Babette) e a Tita (Como água para chocolate)… (Correio Popular, Caderno C, 19/03/2000.)

FELICIDADE NO TRABALHO: QUEM CUIDA DISSO?

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FELICIDADE NO TRABALHO DÁ TRABALHOMilton Pereira, diretor de Desenvolvimento Humano para a  América Latina da Serasa Experian escreveu um artigo com este título n’ O Estado de São Paulo e eu gostei tanto que tomo a liberdade de tecer alguns comentários sobre o tema.

Trabalhei em multinacionais durante 20 anos, e tive a sorte de atuar em empresas seriamente preocupadas com isto, como a Sanofi Aventis, ex Rhodia, que dispunha de uma série de ferramentas, cursos, vivências, programas, etc voltadas para a melhoria da qualidade que envolvendo também a qualidade de vida do  trabalho.

De 1997 até hoje trabalho em meu consultório como psicóloga clínica, fazendo também coaching e couselling  e, portanto,  acompanho  a vida das pessoas de uma maneira mais completa do que quando eu era de Recursos Humanos.  E do lado de cá eu pergunto: O que é felicidade no trabalho? A quem compete cuidar disto? É possível que um depto de Recursos Humanos resolva a questão  da felicidade no trabalho de cada colaborador além de contribuir para que as empresas tenham o lucro necessário para existir?

Milton Pereira escreve que …essa linha de pensamento do RH deixa orfã a questão da felicidade no trabalho, o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional ou o simples prazer que as pessoas possam ter de vir para o trabalho e executar atividades com significado… De um lado, vejo empresas do Brasil ou de qualquer outro lugar do planeta, lutando desesperadamente para sobreviver, competir, existir.

Como sempre, o buraco é muito mais embaixo. É óbvio que se as empresas se preocuparem com seu tripé que inclui os trabalhadores, estes serão mais felizes e produzirão mais, mas este é um pensamento simplista e cartesiano. A questão é sistêmica. O que fazer então?

Como psicóloga clínica contribuo para que aqueles que vem ao meu consultório analisem o que é felicidade para eles.  A empresa para a qual você trabalha tem o perfil que te traz realização? É possível que haja um outro lugar no planeta que te ajude a ganhar dinheiro e te traga mais felicidade? Qual é a tua contribuição para que isto ocorra? As tuas competências estão sendo bem utilizadas? Você se sente reconhecido e valorizado? O que você faz para que suas realizações sejam visíveis?

E você, o que acha deste tema ? O que é felicidade? Você é feliz? E quem é chefe de si mesmo, cuida destes aspectos? Como fica a felicidade dos consultores e trabalhadores autônomos?

QUEM SABE AINDA SOU UMA GAROTINHA…

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CLAUDE MONET NO JARDIM DA SILVEIA

Vocês se lembram desta música da Cássia Eller?

Estou pensando muito naquela letra, porque dias atrás eu estava falando com a filha de uma amiga que tem 3,5 anos e  contei para ela que gostava muito de bonecas e que eu tinha muitas bonecas quando  criança, mas que isto faz um pouco de tempo (rsrsrsrsrsrs, tenho apenas 54 anos) e que  eu gostaria que ela me ajudasse a comprar uma boneca para mim. Depois de pensar um pouco ela disse que eu não poderia ter uma boneca porque eu não sou criança. Ri bastante da “adultisse” dela mas a verdade é que eu ando desejosa de ter uma Susy, Barbie algo que parecesse com aquilo que eu gostava de brincar, ou melhor, de colecionar quando eu era criança.

Eu era uma criança muito cuidadosa, daquelas que não brincam, só cuidam e quando eu tinha 9 anos minha irmã nasceu, graças a Deus, porque ela é uma pessoa importantíssima para mim, mas ela era o oposto de mim e a partir dos 3 anos resolveu cortar o cabelo e “fazer bolinhas de sarampo” em todas elas. Que sofrimento para mim! Como hoje ela está bem grandinha, acho que posso ter minha coleção de bonecas, né?

Aí vem uma menininha de 3 anos e meio e fala isto para mim? Esta menina é muito lindinha, carinhosa, graciosa, esteve na minha casa nesta sexta-feira e pude brincamos bastante. Ela deixou-me dar remédio para a boneca dela que ela disse estar com febre e dor no ouvido (ela tem um problema crônico no ouvido e por isto não pode nunca entrar na piscina ou no mar). Conseguimos quebrar este paradigma e ela entrou na piscina, muito cuidadosa com o ouvido, mas feliz. Amei.

Bem… mas e a minha bonequinha? Ontem eu fui ao shopping e vi uma Susie de 1965, mas que carinha mais feia!!! Não tive vontade de comprar. De repente, olhei para uma vitrine, e lá estava ele: meu boneco. Um Claude Monet com pincel na mão e tudo. Realizei meu sonho e acho até que a Rafaela não vai estranhar porque meu boneco é velhinho tem óculos e cabelos grisalhos. Acho que este ela vai achar apropriado para uma senhora de 54 anos.

Pois é…

DICA PARA O FINAL DE SEMANA: FILME AMARGO PESADELO

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Recomendo este filme por alguns detalhes que foram nele incluídos por “mero acaso”.

Quando foi rodado, no interior dos Estados Unidos,  o  diretor fez a locação de um posto de gasolina, onde aconteceria uma gravação com vários atores contracenando com o proprietário do posto onde  também morava com sua mulher e com o filho autista que nunca havia saído de casa.

A equipe parou no posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o diretor teve a felicidade de encaixar no filme. Num dos cortes para refazer a cena do abastecimento, um dos atores que por ser músico sempre andava acompanhado do seu banjo, estava aproveitando o intervalo da gravação e percebeu a presença de um garoto que dedilhava um banjo na varanda da casa. Aproximou-se e começou a repetir a sequência musical do garoto, que prontamente respondeu musicalmente. O diretor captou a importância da cena e mandou filmar. O restante vocês verão no Youtube.

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O que a ansiedade tem a ver com TOC e Transtorno do Pânico ?

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A ansiedade é uma emoção normal que nos alerta para situações novas ou de perigo. Ela é, portanto, uma reação útil e importante.No entanto, quando essa reação é exagerada e desproporcional aos estímulos, ela  torna-se um problema, pois além do medo e da apreensão, pode causar um ou mais dos seguintes sintomas: taquicardia, sudorese, diarréia, nervosismo, tensão e dificuldade de concentração. Tais sintomas são capazes de afetar o pensamento, a percepção e o aprendizado. “Os distúrbios de ansiedade são reações do homem frente às suas vivências”, diz Altenfelder.

Leia este texto na paginas das Minhas Matérias

Viajar sem Viajar

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Esta é a minha última semana de férias e não pude viajar. Fiquei inconformada com a impossibilidade porque de março/2010 até hoje enfrentamos muitas adversidades relacionadas a saúde dos meus pais e estou “carente” de ir para Passárgada, onde quer que seja esta tal de Passárgada.

Estou então usando minha criatividade para lidar com esta não viajada. Tudo começou com uma ida à manicure que ofereceu-me uma infinidade de opções de esmalte. Eu nunca vi tamanha  profusão de cores como as que atualmente os fabricantes têm oferecido. Como escolher? Eu nem percebo tanta diferença entre uma cor e outra e resolvi decidir pelo nome e escolhi a cor Ipanema. Pensei: Bem, estou indo viajar para o Rio de Janeiro. Claro que isto foi antes das tragédias. Nesta semana pedi o esmalte Paris, que a manicure se negou a passar em minhas unhas porque é muito clarinho e ofereceu-me “Quinta Avenida”. Que delícia! Pegar uma limousine e ir ao teatro, depois um jantarzinho…

Hoje eu estava mais modesta e fui apenas dar uma caminhada pelo meu bairro, em São Paulo mesmo, já voltei de Nova York,  mas minha proposta  era andar percebendo a paisagem como se eu estivesse em férias. Com curiosidade, e como turista, bati várias fotos, é claro! Descobri flores lindas, árvores centenárias, placas com dizeres que só o Alto da Boa Vista tem: curso de violino, aulas de cerâmica para quem gosta de esculpir, é claro, e outras coisinhas mais. Consegui fotografar até um cacho de bananas verdes em uma bananeira.

Andando mais um pouco cheguei na Livraria do Alto, um lugar que todo mundo precisa ir, pois ela é muito simpática, acolhedora e tem uma infinidade de livros, com sofás e mesinhas convidativas à leitura. Para finalizar, nada como um cafézinho na Padaria Santa Marcelina, que eu não sou de ferro e precisava repor minhas energias com um pãozinho integral com manteiga e uma média.

O único problema disso tudo é que andei demais, meu bairro é cheio de subidas e descidas e estou com muita dor nos pés e na coluna, mas nada que um belo banho de banheira não resolva.

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